Hoje, 15 de outubro de 2016, eu, Rafael Rueda Muhlmann, escrevendo
neste blog, aos 40 anos de idade, sinto-me a vontade para refletir sobre os
efeitos econômicos que vivenciei nos últimos 20 anos, desde a semente do Plano
Real, plantada em 1994 pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso e regada
pelo seu sucessor Luiz Inácio Lula da Silva (ainda que abandonada pela
desconstrutiva Dilma Rousseff); período em que pude observar um fenômeno de
migração nas classes A, B, C e D no Brasil.
Lamentavelmente, as atitudes do
governo Dilma Roussef levaram o país a um colapso. Nesse momento, a crise no
Brasil é assunto o dia todo, todos os dias. O governo põe a culpa na crise
internacional. A oposição põe a culpa no governo. A mídia culpa qualquer um,
desde que dê Ibope e assim vai.
Apesar de sabermos que os erros e
a culpa real provêm do governo, dos três atores envolvidos, o mais inconstante
parece a mídia, que navega conforme o vento: apoia medidas faraônicas do
governo, quando lhe interessam (como a Copa do Mundo de 2014) e depois, se a
situação muda, simplesmente desconversa.
Enfim, melhor analisarmos somente
os argumentos do governo e certamente chegaremos a conclusão de que a maior
parcela de culpa do caos econômico que o país está mergulhado hoje se refere à
má gestão pública.
Um dos maiores erros do governo
Dilma Roussef foi tentar colocar o país em um modo “turbo”, gastando tudo o que
podia e não podia na época de fartura. Agora a recessão veio e não há dinheiro,
justo quando ele é mais necessário.
O paralelo nas finanças pessoais
é aquele que recebe um aumento salarial e compra um carro novo, faz viagens
exuberantes, etc. Depois é mandado embora e aquele dinheiro faz uma enorme
falta.
O governo estava no grupo
daqueles que fizeram projeções de crescimento chinês infinito e, com base nessa
loucura, simplesmente convocou a festa:
- Gastança no serviço público;
- Na previdência com o aumento do
mínimo;
- No Bolsa isso/Bolsa aquilo;
- Nas desonerações além do que
poderia conceder sem colocar as finanças em risco;
- Nas obras que nada contribuem
para a população, como estádios para Copa do Mundo, Olimpíadas, a Transposição
do São Francisco e por aí vai.
O Governo não apenas se acomodou
e liberou a gastança, como deixou o real ficar sobrevalorizado (poderia ter
comprado dólares com o dinheiro que poupasse) e deixou setores nacionais como a
indústria sofrerem e até fecharem.
Tudo bem que os países europeus
estão enviando suas fábricas para a China, tirando a poluição da própria terra
e produzindo mais barato. Mas raras são as empresas brasileiras que mandaram
parte de suas fábricas para fora (Marcopolo, Arezzo, etc.), a maioria não fecha
aqui para abrir lá, a maioria simplesmente fecha.
Como resultado, o governo
incentivou a produção justamente daquilo que era mais dependente: das
commodities agrícolas e do minério! Se incentivasse a exportação da indústria
leve e de ponta ou o setor de serviços, não teríamos o atual problema (a
Embraer continua sendo a exceção das exceções).
Isso tudo só amplificou o tombo,
que viria quando o preço das commodities se retraísse, como o que estamos
assistindo hoje.
E como se já não bastasse isso
tudo, o governo Dilma Roussef ainda segurou artificialmente a inflação. O
controle dos preços administrados para segurar a inflação, por si só, foi uma
bomba. Por que? Porque passada a eleição, o governo percebeu que a situação
estava ficando insustentável (principalmente do setor elétrico) e foi obrigado
a liberar a inflação represada.
Enfim, justo quando a atividade
econômica estava se retraindo e seria necessário reduzir juros para incentivar
a economia, o governo teve que fazer o contrário, aumentou os juros para conter
a inflação! Isso levou o país a mais recessão e desemprego.
Mas e agora, o que você pode
fazer para amenizar os problemas causados pela crise?
Dizem que o ideograma japonês
para crise é o mesmo de oportunidade. Mesmo que não seja verdade, é um dito que
já se consolidou. Vamos a rápidas dicas:
Pequeno empresário
Talvez você tenha feito como o
governo e deixado seus gastos expandirem além do necessário durante a época de
fartura. Hora de deixar a comodidade de lado e passar em vista todos os gastos
de sua empresa para cortar aqueles supérfluos com os quais você foi conivente
nos últimos tempos. Talvez seja hora de pensar em novos nichos.
Empregado
Acomodou-se também e agora está
com o risco de demissão? Volte a investir no seu network, que andava meio
esquecido. Atualize seu currículo ou seu portfólio, coloque a pasta debaixo do
braço e bata em algumas portas. Faça um bom perfil no Linkedin, e não deixe
esses contatos esfriarem. Mesmo que não apareça nada por agora, faça com que se
lembrem de você no futuro.
Desempregado
A situação é mais complicada se
você tiver dívidas. Se não tiver, talvez seja a hora de investir o acerto que
você receber em um novo negócio. Mas cada caso é um caso.
Quem não tem problemas?
Engraçado como a crise é capaz
de, inclusive, alavancar os lucros de alguns setores. Quer exemplos? Os escritórios
de advocacia trabalhista (afinal, há muitos acertos de contas), as lojas de
consertos de roupas e celulares e algumas que vendem produtos usados, já que,
na crise muita gente substitui o novo por uma “guaribada” no usado.
O importante mesmo é ter uma
mentalidade voltada para o sucesso. Assim você simplesmente sai de qualquer
crise em uma situação melhor do que antes. Se o seu interior for inabalável,
não será uma marolinha que o derrubará!
Rafael Rueda Muhlmann


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