sábado, 15 de outubro de 2016

Como amenizar os problemas causados pela crise?

Hoje, 15 de outubro de 2016, eu, Rafael Rueda Muhlmann, escrevendo neste blog, aos 40 anos de idade, sinto-me a vontade para refletir sobre os efeitos econômicos que vivenciei nos últimos 20 anos, desde a semente do Plano Real, plantada em 1994 pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso e regada pelo seu sucessor Luiz Inácio Lula da Silva (ainda que abandonada pela desconstrutiva Dilma Rousseff); período em que pude observar um fenômeno de migração nas classes A, B, C e D no Brasil.

Lamentavelmente, as atitudes do governo Dilma Roussef levaram o país a um colapso. Nesse momento, a crise no Brasil é assunto o dia todo, todos os dias. O governo põe a culpa na crise internacional. A oposição põe a culpa no governo. A mídia culpa qualquer um, desde que dê Ibope e assim vai.

Crise causada por governo Dilma Roussef

Apesar de sabermos que os erros e a culpa real provêm do governo, dos três atores envolvidos, o mais inconstante parece a mídia, que navega conforme o vento: apoia medidas faraônicas do governo, quando lhe interessam (como a Copa do Mundo de 2014) e depois, se a situação muda, simplesmente desconversa.

Enfim, melhor analisarmos somente os argumentos do governo e certamente chegaremos a conclusão de que a maior parcela de culpa do caos econômico que o país está mergulhado hoje se refere à má gestão pública.

Um dos maiores erros do governo Dilma Roussef foi tentar colocar o país em um modo “turbo”, gastando tudo o que podia e não podia na época de fartura. Agora a recessão veio e não há dinheiro, justo quando ele é mais necessário.

O paralelo nas finanças pessoais é aquele que recebe um aumento salarial e compra um carro novo, faz viagens exuberantes, etc. Depois é mandado embora e aquele dinheiro faz uma enorme falta.

O governo estava no grupo daqueles que fizeram projeções de crescimento chinês infinito e, com base nessa loucura, simplesmente convocou a festa:

- Gastança no serviço público;
- Na previdência com o aumento do mínimo;
- No Bolsa isso/Bolsa aquilo;
- Nas desonerações além do que poderia conceder sem colocar as finanças em risco;
- Nas obras que nada contribuem para a população, como estádios para Copa do Mundo, Olimpíadas, a Transposição do São Francisco e por aí vai.

O Governo não apenas se acomodou e liberou a gastança, como deixou o real ficar sobrevalorizado (poderia ter comprado dólares com o dinheiro que poupasse) e deixou setores nacionais como a indústria sofrerem e até fecharem.

Tudo bem que os países europeus estão enviando suas fábricas para a China, tirando a poluição da própria terra e produzindo mais barato. Mas raras são as empresas brasileiras que mandaram parte de suas fábricas para fora (Marcopolo, Arezzo, etc.), a maioria não fecha aqui para abrir lá, a maioria simplesmente fecha.

Como resultado, o governo incentivou a produção justamente daquilo que era mais dependente: das commodities agrícolas e do minério! Se incentivasse a exportação da indústria leve e de ponta ou o setor de serviços, não teríamos o atual problema (a Embraer continua sendo a exceção das exceções).

Isso tudo só amplificou o tombo, que viria quando o preço das commodities se retraísse, como o que estamos assistindo hoje.

E como se já não bastasse isso tudo, o governo Dilma Roussef ainda segurou artificialmente a inflação. O controle dos preços administrados para segurar a inflação, por si só, foi uma bomba. Por que? Porque passada a eleição, o governo percebeu que a situação estava ficando insustentável (principalmente do setor elétrico) e foi obrigado a liberar a inflação represada.

Enfim, justo quando a atividade econômica estava se retraindo e seria necessário reduzir juros para incentivar a economia, o governo teve que fazer o contrário, aumentou os juros para conter a inflação! Isso levou o país a mais recessão e desemprego.

Mas e agora, o que você pode fazer para amenizar os problemas causados pela crise?

Como amenizar os problemas causados pela crise?

Dizem que o ideograma japonês para crise é o mesmo de oportunidade. Mesmo que não seja verdade, é um dito que já se consolidou. Vamos a rápidas dicas:

Pequeno empresário

Talvez você tenha feito como o governo e deixado seus gastos expandirem além do necessário durante a época de fartura. Hora de deixar a comodidade de lado e passar em vista todos os gastos de sua empresa para cortar aqueles supérfluos com os quais você foi conivente nos últimos tempos. Talvez seja hora de pensar em novos nichos.

Empregado

Acomodou-se também e agora está com o risco de demissão? Volte a investir no seu network, que andava meio esquecido. Atualize seu currículo ou seu portfólio, coloque a pasta debaixo do braço e bata em algumas portas. Faça um bom perfil no Linkedin, e não deixe esses contatos esfriarem. Mesmo que não apareça nada por agora, faça com que se lembrem de você no futuro.

Desempregado

A situação é mais complicada se você tiver dívidas. Se não tiver, talvez seja a hora de investir o acerto que você receber em um novo negócio. Mas cada caso é um caso.

Quem não tem problemas?

Engraçado como a crise é capaz de, inclusive, alavancar os lucros de alguns setores. Quer exemplos? Os escritórios de advocacia trabalhista (afinal, há muitos acertos de contas), as lojas de consertos de roupas e celulares e algumas que vendem produtos usados, já que, na crise muita gente substitui o novo por uma “guaribada” no usado.


O importante mesmo é ter uma mentalidade voltada para o sucesso. Assim você simplesmente sai de qualquer crise em uma situação melhor do que antes. Se o seu interior for inabalável, não será uma marolinha que o derrubará!

Rafael Rueda Muhlmann

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